Alinhada à Missão 4 da Nova Indústria Brasil, modalidade de transformação digital Smart Factory foi apresentada pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin. Objetivo é qualificar e aumentar a produtividade de MPMEs industriais
O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, lançou, na segunda-feira (23/9) na sede da Fiesp, a modalidade de Transformação Digital do programa Brasil Mais Produtivo (B+P).
Com o objetivo de qualificar e aumentar a produtividade de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), a iniciativa de MDIC, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), Senai e Sebrae, agora conta com duas frentes principais para incentivar a digitalização industrial.
A primeira linha de ação envolve as Smart Factories, com um investimento de R$ 160 milhões proveniente de uma parceria entre a Finep e o BNDES. Ambas as instituições aportarão R$ 80 milhões em recursos não reembolsáveis, com a expectativa de desenvolver até 300 projetos de inovação, impactando positivamente cerca de 8,4 mil MPMEs.
A segunda frente diz respeito às consultorias em transformação digital, direcionadas a médias empresas industriais. Com subsídio de 70% pela ABDI, as consultorias, que começarão ainda este ano, visam atender até 1,2 mil empresas até 2027. Utilizando a ferramenta SIRI (Smart Industry Readiness Index), as consultorias ajudarão a avaliar a maturidade digital das empresas, identificando áreas que necessitam de melhorias e investimentos.
O presidente da Fiesp e do Senai-SP, Josué Gomes da Silva, destacou a importância da união de esforços entre as instituições para priorizar a indústria de transformação nacional. “Essas ações trarão resultados significativos, contribuindo para a redução das desigualdades e o desenvolvimento social do Brasil”, afirmou.
O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, enfatizou que o objetivo do governo é digitalizar e qualificar as empresas brasileiras, com R$ 2 bilhões em investimentos. “O Senai fará diagnósticos, o Sebrae desenvolverá projetos, e BNDES, Finep e EMBRAPII financiarão”, afirmou.
A Profa. Dra Regiane Relva Romano foi convidada a participar da cerimônia e teve a oportunidades de fazer algumas reuniões sobre Cidades Inteligentes e Indústria 4.0.
Metas e Expectativas
De acordo com Uallace Moreira, Secretário de Desenvolvimento Industrial do MDIC, a meta do B+P é digitalizar 25% das empresas brasileiras até 2026 e 50% até 2033, prevendo um crescimento de 9,5% na digitalização. “Indústria significa emprego, renda, inclusão social e inovação tecnológica”, ressaltou.
A Finep, segundo o diretor de inovação Elias Ramos, tem se empenhado em investir na política industrial do país, com R$ 16 bilhões alocados, sendo R$ 3 bilhões especificamente para transformação digital e aumento de produtividade.
O diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do BNDES, Alexandre Abreu, também anunciou novos recursos e linhas de crédito voltadas para as MPMEs que estejam em processo de digitalização, visando um apoio mais intensivo à indústria. “No último ano, as aprovações de crédito para a indústria cresceram 81% no primeiro trimestre de 2024”, destacou Abreu.
Compromisso com a Inovação
O presidente da EMBRAPII, Álvaro Prata, lembrou que a inovação envolve riscos, mas a instituição busca apoiar a indústria com agilidade e menos burocracia. “Já contratamos 94 projetos ligados ao Brasil Mais Produtivo, onde a indústria contribui com uma parte do valor”, disse Prata.
Bruno Quick, presidente em exercício do Sebrae Nacional, enfatizou a importância da colaboração entre o setor público e privado para trazer produtividade às MPMEs. “Precisamos vencer barreiras e facilitar o acesso a políticas públicas”, afirmou.
O presidente da ABDI, Ricardo Capelli, reforçou que o foco está em auxiliar os empreendedores na transformação digital, com o objetivo de atender até 200 mil empresas até 2026.
Com essa nova modalidade, o Brasil Mais Produtivo se mostra como uma plataforma essencial para a modernização e fortalecimento da indústria brasileira, prometendo um futuro mais inovador e competitivo.







